Leandro Santiago Emmerick utiliza cinco comparações para discutir práticas de ensino e caminhos para a formação cristã dos alunos.
Ensinar na Escola Bíblica Dominical envolve preparação, diálogo e acompanhamento do crescimento dos alunos. Essa é a discussão apresentada por Leandro Santiago Emmerick no artigo “Professores de EBD, a quem poderei compará-los?”, publicado na edição atual da revista digital Reflexão Teológica e Missiológica, volume 3, número 1, de agosto de 2026, disponível no portal dos Seminários Betel Brasileiro.
Professor de Educação Cristã do Seminário Teológico Evangélico Betel Brasileiro em Niterói, no Rio de Janeiro, o autor recorre a cinco figuras profissionais para examinar atitudes presentes nas classes de EBD: agente penitenciário, garçom, guia turístico, jardineiro e psicólogo. Inspiradas no uso de comparações no ensino de Jesus, essas imagens convidam o leitor a avaliar como sua maneira de ensinar influencia a aprendizagem e a maturidade cristã.
Na comparação com o agente penitenciário, Emmerick questiona o excesso de controle e a repressão às perguntas. Segundo o artigo, um ambiente em que os alunos apenas concordam com o professor reduz as oportunidades de diálogo e de construção do conhecimento. A participação, o debate e a exposição de dúvidas são apresentados como recursos que podem favorecer o aprendizado bíblico.
Já a figura do garçom representa o professor que trata os alunos como consumidores de um conteúdo pronto. O autor alerta para o risco de uma aula limitada à leitura da revista, sem estudo prévio consistente ou incentivo à participação. Nessa abordagem, os estudantes podem tornar-se dependentes do professor, com poucas oportunidades de desenvolver autonomia e assumir responsabilidades na comunidade cristã.
Como referências positivas, o texto apresenta o guia turístico e o jardineiro. O primeiro conhece o conteúdo, estabelece objetivos e orienta os alunos na descoberta de aspectos da Palavra de Deus que poderiam passar despercebidos. O segundo prepara o ambiente de aprendizagem, acompanha as necessidades de cada pessoa e adapta suas estratégias, reconhecendo que o crescimento espiritual depende de Deus.
A comparação com o psicólogo, por sua vez, aborda o risco de transformar a aula em um espaço centrado exclusivamente nas experiências pessoais e no bem-estar individual. A crítica do artigo se dirige ao uso da Bíblia como simples instrumento de autoajuda, quando sua mensagem de fé, renúncia, santificação e serviço fica em segundo plano. 07-Artigo-Professores-de-EBD-a-…
Ao reunir essas imagens, Emmerick oferece a professores, pastores e líderes uma oportunidade de examinar suas práticas de educação cristã. A reflexão destaca a importância de ensinar com objetivos claros, estimular a participação e cuidar do desenvolvimento dos alunos.
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